18.10.17

Memória Histórica: O Livro das Mulheres Solteiras e Grávidas


Em 2 Setembro de 1855, o Administrador do Concelho, José Albino Biscaia Hortas mandava abrir um Livro para "se inscreverem n´elle as mulheres solteiras deste Concelho que apparecendo gravidas foram internadas por esta Administração para aapresentação e creação de seus filhos."
O livro continha dez folhas numeradas e rubricadas "por Carpelo a quem dei Commissão".
O documento mostra a intenção do Administrador do Concelho de tentar controlar a autêntica tragédia social que eram os Expostos. Mulher grávida e solteira, naquela época tinha sobre si a vigilância das autoridades administrativas, não fosse deixar o recém-nascido, pela calada da noite, numa das casas ricas da terra e ou na roda dos Expostos. Com tão cuidadoso procedimento por parte da Administração do Concelho na regulação da sociedade civil, ficamos sem saber se em termos de saúde e acompanhamento da situação pré-natal que preocupações e cuidados eram dispensados a essas "mulheres solteiras que apparecendo gravidas" que o Administrador tão escrupulosamente identificava e registava em livro. Com Commissão paga!

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 18/10/2017



VIDAS: Abalei da minha terra...

João Parracho: Um alpalhoense em Azay
 A saga da emigração portuguesa para França, retratada na “mala de cartão” da Linda de Suza (quem se lembra dela ainda, quem?) ou no filme “ O Salto” está ainda bem viva na memória de quem protagonizou, directa ou indirectamente, essa admirável aventura, cheia de risco, incerteza e, por que não dizê-lo, de medo. Corriam os anos 60 e o espectro do recrutamento militar pairava sobre milhares de jovens portugueses, aliciados para combater no Ultramar.
Nos campos, estalava a “crise” na agricultura. Sobravam os braços, despertava a consciência social, ao mesmo tempo (e talvez por isso) que faltava o salário justo e o pão para a boca de muitas famílias. Estavam criadas as condições para a debandada em massa, de milhares de portugueses, rumo ao estrangeiro e levando na bagagem, na mala de cartão, um número insondável de sonhos e esperanças.
João Rovisco Parracho não é um dos protagonistas desta história. A sua “aventura francesa” começou um pouco mais tarde, ainda antes do 25 de Abril. A bem dizer começou em Nisa, onde os jogos de futebol o traziam, amiúde, a ele, alpalhoense, de sotaque inconfundível. Pequeno, franzino, fazia da velocidade e capacidade de choque, as suas “armas” futebolísticas. Como todos os jovens daquele tempo, a bola, serviu-lhe para ir deitando o olho, aqui e ali, à procura de namoro. E foi em Nisa, justamente, que viria a encontrar a futura esposa. Pelo meio meteu-se a tropa, quase três anos a marcar passo e a adiar o futuro. Mas tudo tem um fim e em Janeiro de 1973, ei-lo, a caminho de França, com um contrato, legal, no bolso e a promessa de trabalho garantido na Michelin, por um ano. Ficou um ano e mais trinta, até Maio de 2005, sempre a trabalhar na grande empresa de fabrico de pneus, onde garantiu o sustento para si, para a mulher e o filho, nascido em terras gaulesas há 32 anos.
Em 2005 arrumou as botas, melhor dizendo, os pneus e passou à situação de pré-reforma. Agora, com mais tempo livre, divide o calendário por Portugal e por Azay le Rideau, a vila que o acolheu e onde tem sempre vivido.
É dos poucos emigrantes que não tem carro, uma opção que tomou e que não o impede de viajar constantemente e visitar os sítios de que gosta.
João Parracho não enfrentou as dificuldades dos seus compatriotas que o antecederam, nos anos 60, mas lembra histórias, muitas histórias, algumas verdadeiras odisseias de quem teve que partir, na calada da noite e percorrer a “salto” os duros caminhos e veredas que conduziam à terra prometida: a França.
Hoje, assegura, muita coisa mudou. Não só cá, como lá. O espírito de camaradagem já não é o mesmo. As famílias estão mais dispersas e divididas, entre Portugal e França. Muitos já não visitam com a mesma frequência o país onde nasceram. A própria vinda no tempo de férias, cada vez mais curtas, não tem a alegria e o encanto de outros tempos em que chegaram a vir excursões em quatro autocarros, sempre cheios, organizadas pelo Emílio Parente.
Apesar de tudo, reconhece ter dado o rumo certo à sua vida. Conquistou a garantia de um salário digno, o acesso à segurança social, a cuidados de saúde que, em Portugal, ainda estão muito longe, para além da vida tranquila. Não ganhou “mundos e fundos”, como muitas vezes se pensa a propósito dos emigrantes e diz mesmo que “ lá na Michelin trabalha-se no duro, com três turnos, o que exigia muita concentração”.
Mas isso é história do passado, ainda que recente e o que quer deixar como mensagem é que “valeu a pena ter arriscado e conseguido uma vida melhor”.
Mário Mendes in "Jornal de Nisa" nº 218

17.10.17

Ponte de Sor - Detido pela GNR por tráfico de estupefacientes

O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Ponte de Sor, no dia 15 de outubro, naquela localidade, deteve um homem de 31 anos por tráfico de estupefacientes.
No âmbito de uma operação de fiscalização rodoviária, na localidade de Ponte de Sor, os militares abordaram um indivíduo, o qual tinha na sua posse 69 doses de haxixe e mais de 300 euros em dinheiro.
Indiciado pelo crime de tráfico, foi detido e presente a tribunal, tendo-lhe sido aplicada a suspensão do processo durante um ano, cumulativamente com pagamento de 600 euros ao Estado e frequência de tratamento através da Comissão de Dissuasão da Toxicodependência.

OPINIÃO: Não pode ficar tudo na mesma

É óbvio que, depois de Pedrógão, dos relatórios entretanto conhecidos, e dos trágicos incêndios da noite de domingo, não pode ficar tudo na mesma. E a ministra da Administração Interna deve ser a primeira a reconhecê-lo. O interminável verão deste ano mostrou como o nosso país está tão impreparado para lidar com um futuro, que já é o presente, de extremos climáticos. Não são apenas os meios de combate disponíveis, é isso e tudo o resto. O planeamento florestal que não existe, e a predominância do eucaliptal; os planos municipais de defesa da floresta contra incêndios não executados ou sequer aprovados; o sistema de comunicações arcaico; a desestruturação das redes de comando da Proteção Civil; os concessionários das estradas (Ascendi), ou responsáveis pelas infraestruturas elétricas (EDP), que há décadas não cumprem as suas obrigações de limpeza de combustível florestal.
O atual Governo tem responsabilidades, mas o tiro ao alvo das culpas fáceis deixará de lado todas as outras deficiências, acumuladas ao longo de décadas, nas autarquias, na Proteção Civil, na política florestal e também nos privados. Quando tudo falha, é o Estado que falha.
No próximo dia 21 haverá um Conselho de Ministros extraordinário, marcado para analisar os incêndios de Pedrógão. O que se exige ao Governo neste momento é que faça mais que mudar nomes, e que, para além do apoio às vítimas, apresente um plano de reestruturação do próprio dispositivo nacional de combate e prevenção de incêndios.
Os relatórios que agora conhecemos, e que se somam aos que já existiam, e os técnicos que ouvimos apontam caminhos claros: um corpo profissionalizado de defesa da floresta composto por sapadores florestais e bombeiros; a inclusão de cientistas da floresta e da meteorologia nas equipas de prevenção e combate; alteração da estrutura fundiária e da composição da malha florestal, com redução da área de eucalipto e cedência mínima ao abandono; reestruturação da Proteção Civil, que deve ter cadeias de comando experientes, claras e definidas; responsabilização e apoio às autarquias nos planos de defesa da floresta; meios de apoio às populações em caso de emergência. Finalmente, e não de menor importância, regras claras para acabar com o negócio dos incêndios, dos interesses da madeira aos dispositivos de combate.
Não pode ficar tudo na mesma, e as mudanças têm de ser tão estruturais como os problemas e deficiências que as justificam. É isso que deve ser exigido ao Governo. E em tempos de discussão orçamental, é de esperar que estas escolhas tenham o seu reflexo na distribuição dos meios financeiros do Estado.
Mariana Mortágua in "Jornal de Notícias" - 17/10/2017

16.10.17

MEMÓRIA DE NISA: Tumultos na Feira do Espírito Santo (1907)

Na feira do Espírito Santo, realizada em 9 de Junho de 1907, houve desordem turbulenta entre ciganos, que deu origem a grave tumulto popular.
Quando os desordeiros fugiam à fúria da multidão, uma cigana refugiou-se no quartel da Guarda Fiscal, ao tempo no Largo do Espírito Santo.
O quartel foi então apedrejado e alguns populares chegaram a invadi-lo, sem que a tal pudessem obstar os dois únicos guardas que nele se encontravam.
Como cabeças de motim foram presos muitos nisenses e entregues ao poder judicial. Por ser a cadeia comarcã insuficiente para contê-los, fez-se a remoção de alguns para a de Portalegre pelas seis horas da tarde de 4 de Julho.
Só em 10 e 11 de Março de 1908 os julgou o Tribunal de Nisa, ao qual presidia, como Juiz, o sr. dr. Damião de Meneses, representando o Ministério Público o sr. dr.João Carlos Ribeiro de Melo. O advogado dos réus foi o sr. dr. Bernardo Lima. O escrivão do processo, sr. Aníbal Machado, foi substituído, por motivo de doença, pelo sr. António G. Paralta. Na bancada dos advogados assistiram à audiência os srs dr. Fonseca Pestana e dr. Mourato Peliquito e, no último dia, o sub-delegado, sr. dr. José Pequito Crespo.
A defesa foi brilhante. De harmonia com o veredicto do júri,, o presidente do Tribunal absolveu todos os réus, que eram os seguintes: António Júlio Guerra, Albertino Bizarro, João da Piedade Pires, João Correia Rasteiro, João Matias, António da Graça Caldeira, José da Cruz Carrapiço, Carlos Bizarro, António Maria, José António do Nascimento, Francisco Lobato, Luiz da Silva e António Diniz Samarra.
O julgamento terminou cerca das quatro horas da madrugada, havendo nessa ocasião na Praça, onde estava instalado o Tribunal, mais de mil pessoas.
in "Correio de Nisa"- 1945

OPINIÃO: O Lusitano de Lisboa

 Campo Estrela - Évora
Pensava eu que os alentejanos eram os únicos que recusavam obstinadamente que Portugal se resumisse a Lisboa, ou melhor, à cidade Lisboa-Porto na feliz definição do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Enganei-me redondamente. Pelos vistos, até aos alentejanos já se conformaram com esse facto.
O nosso primeiro-ministro foi presidente da Câmara de Lisboa e o actual Presidente da República foi candidato à Câmara de Lisboa, sendo ambos alfacinhas de gema. Assunção Cristas foi candidata à Câmara de Lisboa, sendo presidente do CDS. Os candidatos a líder do PSD, por sua vez, são ex-presidentes da câmara de Lisboa e Porto, sendo certo que, nesta cidade Lisboa-Porto, o Porto representa a periferia e os arredores. Ou seja, Lisboa olha sempre para os portuenses com alguma desconfiança, a não ser que sejam benfiquistas ou sportinguistas assumidos.
Para além de Lisboa e Porto, nada mais existe. Os últimos resquícios do Alentejo, Algarve, Beiras e Trás-os-Montes nos diferentes poderes da República Portuguesa são uns políticos e jornalistas residentes em Lisboa e de onde não pensam sair mas que gostam de alardear, por puro snobismo, o seu orgulho nas suas raízes alentejanas, transmontanas ou algarvias.
Como alentejano, não posso, por isso, aceitar que o Lusitano de Évora tivesse decidido ir jogar a eliminatória da Taça de Portugal com o Porto precisamente a Lisboa. Nas anedotas, os alentejanos tinham fama de só irem a Lisboa para verem as “meninas”. Agora pelos vistos, também vão para serem sovados e humilhados por uns matulões do Porto. Modernices!
O Alentejo tem praticamente metade do território de Portugal. E não há um campo de futebol em todo o Alentejo que pudesse receber este jogo sem termos de sofrer a suprema humilhação de ir jogar a Lisboa? É que, se no Alentejo não há, ao menos, um campo de futebol, então temos de dar razão ao ex-ministro Mário Lino quando disse que aqui não havia nada: “nem gente, nem escolas, nem hospitais, nem cidades, nem indústria, nem comércio, nem hóteis”… E, pelos vistos, já não há sequer um pingo de dignidade e orgulho.
Secou tudo!
Santana-Maia Leonardo - 15/10/2017

15.10.17

Artilheiros/as de 1951 em Convívio no Arneiro

Realiza-se no próximo dia 22, domingo, o Almoço-Convívio dos Artilheiros e Artilheiras de 1951.
A jornada de confraternização terá lugar no Arneiro, no restaurante O Túlio, estando a concentração da "Artilharia" marcada para o meio-dia junto ao Eucalipto em Nisa. As inscrições podem (e devem) ser feitas através dos contactos referidos no cartaz, devendo ser respeitado o prazo-limite de inscrição.
Resta acrescentar que o almoço e convívio é extensivo aos cônjuges dos "Artilheiros" e "Artilheiras". Daí a razão de se conhecer com a indispensável antecedência o número de participantes.
No próximo domingo vamos até ao Arneiro, valeu?

João Malpique Rufino preside à União das Freguesias de Nisa








Realizou-se na passada sexta-feira, dia 13, a instalação dos órgãos autárquicos da União das Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e S. Simão, saídos das eleições autárquicas realizadas no 1º dia de Outubro. A sessão pública teve lugar no salão das novas instalações-sede da referida União de Freguesias (ex-Nisacoop) e teve a participação de alguns fregueses, para além, naturalmente, dos eleitos no citado acto eleitoral.
A presidência da União de Juntas de Freguesia tem como titular João José Cabim Malpique Rufino; Maria de Fátima Dinis Carita Moura é a nova Secretária e José Carlos Leirinha, passa a desempenhar as funções de Tesoureiro. A Assembleia de Freguesia tem como Presidente, José Miguéns Louro Hilário, sendo coadjuvado na mesa da Assembleia por Lurdes Silva Araújo (1º secretário) e Gonçalo Pombo (2º secretário).
A União de Freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e S. Simão, por força da chamada "reorganização administrativa" é a mais populosa do concelho e a que detém maior território. 

ALPALHÃO: Festa do Fado na Associação de Caçadores


ALPALHÃO: Religiosidade popular

Diz o povo na sua sabedoria que "a fé é que nos salva". Haverá quem contraponha o "fia-te na virgem e não corras...". A crendice popular documentada através de milhões de ex-votos como aquele que aqui mostramos, é reveladora de uma fé inabalável e, não raro, atribuía a satisfação de um desejo ou aspiração à intervenção divina. O ex-voto que mostramos é uma imagem a um tempo com significado religioso e a outro com valor artístico, uma pintura "naif", simples e ingénua, oferecida à Senhora da Redonda e onde se lhe agradece a sua intercessão na resolução de um problema, neste caso, a erradicação da moléstia que fustigava os porcos da devota. Diz assim:
"Milagre que fês N. S. da Redonda a uma devota que pedindo-lhe lhe levantace a epedemia dos seus porcos e a Senhora lha cudio (lhe acudiu) - Em 1859".
Este e outros ex-votos fazem parte do espólio da Senhora da Redonda de Alpalhão e constituem, na sua singeleza, um património histórico e cultural de grande valor.

NISA: A Festa dos Idosos - Maio de 2005






POSTAIS DO CONCELHO: Gentes de Nisa


As duas fotos têm, calculem, 80 anos de diferença. Dois irmãos, João Castanho Paralta, quase a completar 84 anos e Emília Paralta, uma jovem nas suas noventa e uma primaveras.
No Outono da Vida, duas vidas e dois sorrisos de confiança, a mostrarem que "velhos são os trapos" e que o futuro é, ainda e sempre, uma criança.Exemplos que a idade tece!

Arez comemora Foral Quinhentista e Fundação da Misericórdia


13.10.17

1º CORTEJO ETNOGRÁFICO: Tradições do concelho desfilaram em Nisa (Julho 2007)

A associação Niva Viva levou a efeito no dia 21 de Julho, o 1º Cortejo Etnográfico do concelho de Nisa.
A iniciativa teve o apoio da Câmara Municipal e das Juntas de Freguesia de concelho de Nisa e o cortejo constituiu uma grande manifestação de cultura popular, tanto pela partes dos cerca de 300 participantes no desfile, como pelas pessoas que movimentou e animaram os locais de passagem do cortejo com predomínio da concentração na Praça da República.
João José Temudo, da direcção da Nisa Viva, congratulou-se com o êxito da iniciativa e prometeu outra para o próximo ano, ainda melhor, se possível.
 
Quais os principais objectivos desta iniciativa?
 Parafraseando uma Senhora responsável deste concelho o nosso artesanato é rico, único e diferente. Os principais objectivos do cortejo etnográfico foi mostrar a todos a riqueza dos nossos trajes e tradições e ao mesmo tempo sensibilizar os mais jovens para a vertente cultural desta região. Sabíamos que as gavetas e os baús estavam cheios de peças antigas a precisar de serem arejadas. Fizemos um levantamento e convidámos todas as juntas do concelho. E assim nasceu o 1º cortejo etnográfico do concelho de Nisa.
Esses objectivos foram concretizados?
Sim, os objectivos foram concretizados. Mas a iniciativa só teve êxito graças à participação de todos os figurantes, bem como à colaboração das Juntas de Freguesia do concelho de Nisa, GNR, Bombeiros, Jornal de Nisa e da artesã Maria Dinis Galucho. Por fim não podemos deixar de realçar o apoio das Juntas de Freguesia do Espírito Santo, Nª Senhora da Graça e da Câmara Municipal de Nisa.
Quais os aspectos mais salientes que gostaria de destacar? E os menos conseguidos?
Podemos considerar como aspectos mais salientes desta iniciativa a espontaneidade dos cerca de 300 participantes, bem como a colocação de colchas nas janelas, nas ruas por onde o cortejo passava, fazendo lembrar os dias festivos.
Agradecemos a presença do senhor Governador Civil de Portalegre e da senhora Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Nisa, em representação da senhora Presidente, ausente do concelho.
Consideramos como aspectos negativos o facto de não termos sido capazes de fazer passar a mensagem ou sensibilizar a Região de Turismo de São Mamede, que apesar de ter sido convidada não só não se fez representar como ignorou o nosso convite. Sendo uma manifestação de divulgação do nosso património cultural, a presença de um elemento da Região de Turismo era fundamental. Será que o concelho de Nisa não pertence a esta Região de Turismo?

A iniciativa é para continuar? Em que moldes?
A iniciativa é para continuar. Vamos tentar, pelo menos, que se façam representar no próximo evento, alguns trajes, que segundo pessoas mais idosas, estiveram em falta.
Aproveito a oportunidade para convidarmos todas as pessoas para que na próxima vez não tenham vergonha de colaborar e ao mesmo tempo incentivem os que gostam deste tipo de manifestações a uma participação activa. Não podemos deixar de apelar aos jovens a sua adesão a este tipo de acontecimentos, pois cabe a eles
divulgarem todo este legado deixado pelos nossos antepassados.
Quer deixar alguma mensagem?
Como mensagem final convidamos todas as pessoas para que na próxima vez não tenham vergonha de colaborar e ao mesmo tempo incentivem os que gostam deste tipo de manifestações a uma participação activa. Não podemos deixar de apelar aos jovens a sua adesão a este tipo de acontecimentos, pois cabe a eles divulgarem todo este legado deixado pelos nossos antepassados.
 Mário Mendes in "Jornal de Nisa" - nº237 - 22/8/2007

PONTE DE SOR: Casal detido por tráfico de droga

O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Ponte de Sor, ontem, dia 12 de outubro, naquela localidade, deteve um homem de 62 anos e uma mulher de 58 anos por tráfico de estupefacientes.
No âmbito de uma operação de fiscalização rodoviária os militares abordaram o casal que, depois de uma revista, se confirmou ter na sua posse 50 doses de heroína e 4,5 doses de cocaína.
Os detidos foram sujeitos a termo de identidade e residência.

ALPALHÃO: Agenda Cultural Outubro/Novembro


NISA: O 2º Cortejo Etnográfico do Concelho (2009)



Grande manifestação etnográfica e mostra das tradições nisenses foi o 2º Cortejo Etnográfico do Concelho, organizado pela Associação Nisa Viva e que teve lugar em Nisa, com desfile pelas principais ruas da vila, no dia 17 de Maio de 2009. Aqui ficam para recordação, algumas imagens.

12.10.17

NISA - MEMÓRIA HISTÓRICA: Petição à Câmara de Nisa em 1885

Dos moradores do Monte Cimeiro e do Pé da Serra
Usando da faculdade que a lei conferia, os moradores das aldeias ou povoações mais pequenas, faziam regularmente petições às entidades públicas, reivindicando a resolução de problemas. O arranjo das vias de comunicação é reivindicado nesta petição apresentada à Câmara de Nisa em 1885 e que transcrevemos respeitando a ortografia da época:
" Os abaixo assignados moradores no Monte Cimeiro e Pé da Serra, freguezia de S. Simão d´este concelho, usando de um direito que a lei lhes confere, veem hoje representar a V. Exªs sobre a necessidade inaddiavel de se attender de prompto á reparação, na parte indispensavel, de um dos caminhos publicos que ligam aquellas povoações ruraes com a séde do mesmo concelho. É incontestavel que muito, relativamente, se tem feito para que a viação municipal possa satisfazer ao que o commercio, a industria e em summa as forças vivas do municipio, no seu progresso successivo, vão exigindo; mas não é menos incontestavel que não ha presentemente no concelho povoação alguma que esteja em peiores condições de viação do que o monte, aliás importante, do Pé da Serra, porque infelizmente até hoje nenhum beneficio tem recebido n´esse sentido. Bastará dizer que, para uma carreta chegar a este monte, tem que ir alcançar o Azinhal, suppondo que Niza é o ponto de partida, percorrendo assim uma distancia dupla da que teria de percorrer se seguisse pelo caminho chamado do Carqueijal em direcção ao Porto das Carretas.
Acresce ainda que, para a propria viação a pé ou a cavallo, o caminho ordinariamente seguido, o da Ponte em direcção a Portella dos Caldeireiros, está hoje já quasi intransitavel. Para remediar estes males, que são grandes, pois affectam interesses legítimos, os abaixo assignados veem pedir á Exma Camara Municipal a immediata reparação do caminho do Carqueijal, na parte comprehendida entre a Cancella da tapada dos herdeiros de José da Cruz Cebola e o Porto das Carretas, distancia que é pequena, e em seguida a reparação do dito porto, de forma que o seu pavimento seja de calçada e colloquem n´elle as competentes passadeiras.
D´esta arte com uma pequena despeza, o beneficio para o monte do Pé da Serra é tão grande que só em occasiões de grandes cheias será interrompida a viação pelo dito porto, convindo notar que esse beneficio se estende ainda aos habitantes do monte da Salavessa, visto que elles fazem escala pelo Pé da Serra.
Attendendo á justiça que assiste aos abaixo assignados e a que a reparação pedida importa apenas uma pequena despeza, que não se torna sensível na verba aprovvada para tal fim no respectivo orçamento, esperam, e attendendo a que aproveita ainda ao povo da Vinagra, onde residem alguns signatários.
Pedem a V. Exas deferimento."
Á frente dos signatários vinha o nome de João António da Silva, pároco de S. Simão. Nos mais de 30 nomes que integram a petição, muitos dos apelidos são-nos familiares (Corga, Pires, Anastácio), por serem comuns em Nisa, o que torna credível a ideia de que a formação do monte do Pé da Serra, se processou após a destruição de Nisa-a-Velha, sendo os povos de Nisa e daquela localidade, apenas um e o mesmo povo.
in "Jornal de Nisa" - Nº 36 - 23 de Junho de 1999

IMPRENSA REGIONAL: "Alto Alentejo" - 11/10/2017


A terra vai tremer em Nisa...

... Vai tremer no dia 13, apenas e felizmente, como um exercício de sensibilização para o risco sísmico.

11.10.17

PÉ DA SERRA (Nisa): Grande noite de Fados


Resistência comemora 25 anos com Raquel Tavares e António Zambujo

A 13 de Outubro e a 14, em Lisboa e Guimarães, respectivamente, Resistência celebra 25 anos de cantigas uma ocasião especial que contará com a presença de Raquel Tavares e António Zambujo
Resistência prepara os concertos que farão parte da celebração dos seus 25 anos de cantigas e de muitos amigos que foram conquistando no caminho. “Uma das surpresas que o colectivo avança é a sua primeira abordagem de sempre a um tema de Jorge Palma. E a verdade é que não teria sido possível escolher melhor: "A Gente Vai Continuar"”., refere a nota de imprensa
Preparando surpresas com Raquel Tavares e António Zambujo há a certeza de que se ouvirão temas como “Não Sou o Único”, “Nasce Selvagem”, “A Noite” ou “Amanhã é Sempre Longe Demais".
Alexandre Frazão (bateria), Fernando Cunha (voz e guitarra 12 cordas) Fernando Judíce (baixo), José Salgueiro (percussões), Mario Delgado (guitarra), Miguel Ângelo (voz), Pedro Joia (guitarra clássica), Olavo Bilac (voz) e Tim (voz e guitarra) continuam a fazer “a apologia da canção de autores portugueses da música eléctrica e dos concertos cantados pela comunidade do público”.
Zita Ferreira Braga in www.hardmusica.pt

OPINIÃO: Dois anos para fazer o que ainda não foi feito

O PSD e CDS juntaram-se, na última legislatura, em torno de um projeto para o país. Dirão que governaram com um programa alheio - o da troika. Acreditar nisso seria esquecer que ambos os partidos tinham, e mantêm, a sua própria agenda ideológica neoliberal, inspiração que, aliás, partilham com a troika. Um dos elementos centrais dessa agenda é a velha ideia do "Estado pequeno", que quer deixar à lógica privada de mercado a gestão de serviços públicos.
Os serviços públicos em Portugal sofreram duros golpes na última década. A falta de investimento em infraestruturas e equipamento é visível, especialmente na saúde. Mas não devemos esquecer que o motor destes serviços são os seus trabalhadores. Trabalhadores sobrecarregados - por lei, por cada duas saídas no Estado, só havia uma entrada - e desmoralizados. Não foi apenas terem servido de bode expiatório para o país que "viveu acima das possibilidades". Foram os cortes salariais, nas férias e trabalho suplementar, as regras da mobilidade e a completa falta de incentivos - há quase uma década que estas pessoas são avaliadas sem correspondência em termos de progressão na carreira ou salarial.
O Estado desrespeitou os direitos e a dignidade de quem todos os dias garante o seu funcionamento: desde quem assegura as limpezas dos hospitais, passando por médicos, enfermeiros, polícias, auxiliares escolares e professores, jardineiros e assistentes sociais. Há, entre eles, quem ganhe tão pouco que a sua posição na tabela remuneratória já foi três vezes ultrapassada pelo aumento do salário mínimo. Há quem, como os enfermeiros, seja licenciado, mas ganhe como se não fosse. Há quem há anos espere uma progressão a que tem direito, por lei, desempenho e dedicação.
O respeito pelos direitos laborais destes trabalhadores é um dever do Estado, enquanto empregador, mas também enquanto garante da qualidade dos serviços públicos.
O Governo está agora a negociar com os partidos de Esquerda e com os sindicatos o descongelamento das carreiras da Função Pública, e propõe o faseamento da atualização salarial, depois de reconhecidos os anos de carreira ignorados. A primeira proposta conhecida, que aponta para quatro anos, é inaceitável pela simples razão de que atira metade da atualização para depois do mandato do Governo e da atual maioria no Parlamento.
A questão é simples, não podemos deixar para quem vier depois uma responsabilidade que é desta legislatura: garantir aos funcionários públicos, até 2019, a progressão a que têm direito com a respetiva atualização salarial.

Mariana Mortágua in “Jornal de Notícias”- 10/10/2017

PORTALEGRE: O Fado e o Cante Alentejano no CAEP


13 OUT. SEX. 21.30H
Patrimónios - O Fado e o Cante Alentejano
Vários | GA | 5€ | M/4 anos
“Patrimónios - O Fado e o Cante Alentejano”, é um evento único, uma homenagem ao Fado e ao Cante Alentejano, duas “artes” que são Património Imaterial da Humanidade, consagrados pela sua importância cultural pela UNESCO.
Com a participação do Orfeão de Portalegre, Grupo de Cante “Os Lagóias”, Escola de Artes do Norte Alentejano, os fadistas Cristóvão Canário e Dina Valério, e os guitarristas José de Sousa, José Geadas e Joaquim Espiga, esta será uma noite a não perder!!!
No sábado, dia 14, o CAE recebe um espectáculo solidário a favor da Tégua. Actuam o Grupo d Cantares da Tégua e o grupo convidado Meia Lua Cheia.